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O Dia do Beijo: pratique que faz bem à saúde

Posted by Roberta Andrade Cylleno em 08/07/2009

*Matéria publicada no Jornal do Commercio – dia 10 de abril de 2009

 

Um cruzar de olhares, o casal entrega-se ao momento. Os dois ficam tão próximos que um sente a respiração do outro. Os olhos fecham lentamente, os lábios se tocam, “rola aquela química” e o coração dispara. Tem gente que perde o controle e deixa a emoção falar mais alto; seja em ocasião já esperada, entre parceiros, ou em situações inusitadas. Há quem afirme que o roubado, da pessoa certa, não tem comparação. A ocasião é propícia ao romance. Se ele frutificará uma relação mais duradoura, ou não, só o tempo dirá. Tudo começa com um beijo. Além de ser prazeroso, envolve os cinco sentidos – e o sexto também. Há mais de 20 formas diferentes de fazê-lo e emagrece. Não é à toa que existe um dia especial para ele: nesta segunda-feira, 13 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Beijo.

 No momento em que ocorre, a boca não é a única envolvida. Todo o corpo responde a diversos tipos de estímulos. A visão analisa se o outro é atraente. Cabe ao ouvido perceber os ruídos no ambiente. Uma música, por exemplo, pode fazer toda a diferença na “hora H”. Sentir que a outra pessoa tem a “pegada certa” deixa o beijo ainda mais prazeroso. O paladar pode ser considerado um dos sentidos mais importantes. Comer alimentos carregados no alho e na cebola quando se está prestes a dar um beijo na pessoa amada não é recomendável. Há quem não dispense uma balinha para adocicar o momento.

 – Além do antisséptico bucal, é sempre bom levar um chiclete ou uma bala – recomenda o atleta Yuri de Andrade Barbosa.

 O nariz também é protagonista. Devido à proximidade durante o beijo, o sistema olfativo detecta uma série de cheiros que influenciarão nas sensações sentidas pelo casal. Mais um motivo para se preocupar com o hálito.

 Há também os vilões. Um simples beijo pode transmitir milhões de bactérias, inclusive a proveniente da cárie. Diversos tipos de doenças podem ser geradas por uma boca malcuidada. É o caso da famosa candidíase, mais conhecida como “sapinho”.

 – Não ir ao dentista, a falta de higienização freqüente e até mesmo a baixa imunidade são fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças dentárias e periodontais (na estrutura de suporte do dente) – alerta o dentista César Augusto Cabral.

 Em algumas culturas, casais nunca se beijam em público. Ato tão comum para os ocidentais, no Japão é considerado impróprio e até profano. Em outros locais do Oriente, o beijo só acontece entre as quatro paredes do quarto. O medo de beijar também existe. É chamado de filemafobia ou filematofobia. Os que convivem com esse distúrbio psicológico vão procurar justificativas plausíveis, contudo, muitas vezes sem fundamento, para evitar um contato mais aproximado. O beijo pode estar associado ao amor ou a um sentido mais patológico.

– Há pessoas que possuem anorexia emocional, que é a dificuldade de se relacionar afetivamente, seja entre parceiros, amigos ou familiares – afirma a psicóloga Viviane Damous de Moraes.

 Aprende-se a beijar desde muito cedo. O treinamento se inicia no período de amamentação: os movimentos que a criança faz para extrair o leite materno são posteriormente transferidos para o famoso beijo de língua. O cérebro associa o prazer que é sentido durante o beijo com a sensação de recompensa proveniente da alimentação que se tem nos primeiros meses após o nascimento. É por isso que o beijo é algo tão natural. O beijo na boca não é o único e nem o mais popular. Os que são dados pelas mães nos filhos são conhecidos por terem poderes curativos. Já o chamado “beijo de tia” (as bochechas se tocam e o beijo é direcionado ao ar) é, disparado, o mais distribuído por aí, em todo o planeta.

 O beijo é algo comum da natureza humana. Não importa em que circunstâncias aconteça, a primeira vez não se esquece. Guarda-se sempre um detalhe, uma marca. O cérebro funciona como grande arquivo que utiliza uma “memória-chave” para recordar o momento especial.

 – Lembro até hoje que sua boca tinha um sabor muito gostoso de mate, apesar de, na época, eu não gostar de mate – diz a jornalista Ludmila Figueira, de 25 anos, que tem um site de relacionamentos na rede (http://www.consultoriasentimentallud.blogspot.com/). O beijo é muito importante. Além de ser uma grande demonstração de carinho, também pode ser utilizado como o termômetro de uma relação. O beijo marcante é aquele que surpreende.

 – Começa com um encostar suave dos lábios, depois toma movimentos rápidos e ao mesmo tempo sincronizados, aparentando um descompasso de tirar o fôlego. Gosto daqueles beijões, do beijo com vontade, da fúria junto com a calma, do frio e calor, das mãos dadas – completa Ludmila.

 Ao dar um beijo, daqueles mais quentes, 29 músculos trabalham, sendo 12 da face e 17 da língua. Os batimentos cardíacos de uma pessoa saudável, em estado normal, variam de 60 a 80 por minuto. Quando o bom beijo acontece, o coração se empolga. Ele acha que está participando de um jogging (aquela corridinha que fica entre um ritmo mais lento e uma caminhada mais acelerada e que, a longo prazo, demanda grande esforço físico). Os batimentos aceleram o dobro e sobem para 150 por minuto.

 – Os alimentos geram energia para o nosso corpo e, quando os batimentos cardíacos aumentam, o organismo gasta a energia, causando o emagrecimento – explica a nutricionista Patrícia Quintella, acrescentando que, em um beijo de dez segundos, é possível queimar até 12 calorias.

 – Se você comeu uma barra de chocolate de 100g e ficou com peso na consciência basta dar 45 beijos, ou uma quantidade menor em um tempo médio de oito minutos, na pessoa amada, para mandar as calorias para o espaço. O beijo libera dopamina, o hormônio do bem-estar e funciona como um ótimo antidepressivo. Mas nada substitui um bom exercício físico e uma alimentação balanceada na hora de perder os quilinhos indesejáveis – complementa a nutricionista.

 Para comemorar o Dia Internacional do Beijo, é uma boa pedida, além de praticar bastante, o livro da jornalista canadense Julie Enfield, “A história íntima do beijo”, para compreender melhor esta “arte milenar”. Para aqueles que preferem desfrutar da cinematografia, o beijo é sempre protagonista. As cenas em “Casablanca” (com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) e “A um passo da eternidade” (com Burt Lancaster e Deborah Kerr) são clássicos do cinema.

 – Mais gostoso ainda é a intenção do beijo, daquele que não se realiza e você se rasga na poltrona do cinema ou de casa, como o beijo gay que nunca acontece nas novelas brasileiras, mas é trivial lá fora – conta o jornalista de cultura Paulo Henrique Ferreira, aproveitando para lembrar o filme vencedor de três Oscars, “O segredo de Brokeback Mountain” (que não deixa faltar beijos entre Jake Gyllenhaal e Heath Ledger). Outra cena do cinema atual que já se tornou um clássico: o beijo entre Tobey Maguire e Kirsten Dunst no primeiro filme da trilogia “Homem-Aranha”. O beijo em que o mocinho encontra-se de cabeça para baixo tem um ar inocente, como o do primeiro beijo, e serve de boa inspiração aos casais apaixonados.

 

ALGUNS DOS MELHORES BEIJOS DO CINEMA

1. Clark Gable e Viven Leigh em “E o vento levou...” 2. Burt Lancaster e Deborah Kerr em “A um passo da eternidade”3. Nicole Kidman e Ewan McGregor mostram química em “Moulin Rouge”4.  “Sr. e Sra. Smith” provocou o casamento de Brad Pitt e Angelina Jolie5. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet no romance marítimo “Titanic”6. Shrek e Princesa Fiona se apaixonam em “Shrek”7. Harrison Ford e Karen Allen em uma das aventuras de Indiana Jones

LABORATÓRIO DE IMPRENSA

PRODUZIDO PELOS ALUNOS DO 8º PERÍODO DO CURSO DE JORNALISMO

 EQUIPE: ROBERTA ANDRADE.

DIAGRAMAÇÃO: JORNAL DO COMMERCIO

PROFESSOR: AZIZ AHMED

4 Respostas to “O Dia do Beijo: pratique que faz bem à saúde”

  1. Elizabeth said

    Gostei muito dessa sua reportagem. Prende o leitor e o assunto é muito interessante. Afinal de contas quem não gosta de beijar ou ser beijado.
    rsrsrsrsrsrsr
    Muito Boa!

  2. Daniel Höppner said

    Pena que aqui na África não posso praticar muito esse exercício físico, agora descobri porque estou ficando gordinho rs. Achava que fosse o sedentarismo!

  3. Ana Luiza Alecrim said

    Uma abordagem que passa longe do óbvio e desperta o interesse!

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